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sexta-feira, 3 de abril de 2009

... Dead and Gone!

Na passada quinta-feira acordaram-me com a seguinte frase: “O Sérgio morreu.” Como será o resto de um dia quando nos informam que um amigo acaba de falecer? Como será o resto de uma semana quando nos enchemos de lembranças de momentos que passamos juntos?

O Sérgio era (ainda custa usar este tempo verbal) um bom amigo. Foi com ele e juntamente com o resto da turma, que passei os melhores momentos da minha juventude. Aqueles momentos de irreverência e imposição que nos marcam e por muito que a nossa maneira de ser mude, jamais saíram da memória. Como amigo, colega e admirador, fui prestar a última homenagem no seu funeral, juntamente com uns amigos de turma. É indescritível aquela sensação de estarmos juntos, a ver o caixão a entrar para o carro fúnebre… quando antes prezávamos os almoços e jantares que organizávamos onde Sérgio era um convidado assíduo.

Já dentro da igreja e enquanto decorria a missa, o padre proferiu a seguinte frase:

“- O Sérgio morreu e morreu bem!”

O que é isto? E como se não bastasse, remata:

“- O Senhor chamou-o porque o queria levar para um lugar feliz.”

É por estas e por outras coisas mais que me repugna a igreja e tudo o que se move em redor dela. Que lugar é esse onde se pode ser mais feliz que a terra, principalmente quando se tem ainda 30 anos, família, namorada e um futuro pela frente?

Irrita-me essa ladainha, daqueles que vivem da grande mentira da humanidade, que justificam tudo o que acontece através de contos e fábulas.

Com ou sem a peça de teatro, sei que o que resta de ti, hoje, são cinzas. Sei também que em algumas delas estão a amizade que tinhas por mim, por isso respeito-te e aqui fica a minha homenagem: Obrigado Sérgio!