Em tempos, costumava festejar o Halloween, embora que, muito suavemente. Era um sentimento especial, quando chegava a noite das bruxas e me juntava com os meus amigos para jantar, com a casa repleta de bruxas, umas davam risadas outras mantinham-se estáticas. Havia também caveiras, abóboras, monstros e velas espalhadas por toda a casa mantendo assim uma ambiente de elevação espiritual. Claro que não podia faltar a música. Essa era escolhida a dedo para a ocasião.Depois de jantar, escolhia-mos sempre um ou dois filmes mais assustadores para vermos pela noite dentro enquanto substituíamos as pipocas pelas castanhas assadas. E era assim! Pacifico.
Lembro-me também, já há muitos anos, nessa mesma noite, estar com uns amigos, quatro, perto de um pinhal e dentro do carro de um deles, a conversar sobre bruxas e os respectivos bruxedos. Estivemos ali até de madrugada. Eu pouco falava e parece que a cada história que contavam, os meus olhos pareciam já ver mais qualquer coisa lá fora, que simples pinheiros altos a dançarem ao vento. Quando todos já não conseguiam esconder o quanto estavam assustados com os mitos e lendas, resolvemos ir embora. A mim, tiveram que me levar a casa e esperar que eu acendesse a luz do meu quarto, sinal que estava tudo bem e, segundo vim a saber, eles dormiram todos na mesma casa.
Este ano vou fechar-me no meu quarto. Eu e todos os artefactos que a ocasião proporciona e que ao longo dos anos fui coleccionando, para que um dia, como este, possa proporcionar um Halloween como sempre sonhei.
Ainda não vai ser desta.
Feliz Halloween para todos.

