quinta-feira, 6 de novembro de 2008

…All Hope Is Gone

E se eu me apaixona-se outra vez?
E se eu me permitisse sentir a nobre necessidade de ter alguém do meu lado? E se… E se sim?
Tentei com tudo o que me foi possível, apagar as memórias mortas que residem dentro do meu coração e ver que os dias já não são pintados da mesma cor, nem com o mesmo pincel. Provavelmente, já nem na mesma tela.
Dia a dia, luto para que cada passo que dê atrás, seja apenas um passeio pelas ruas da amnésia.
Talvez, se eu não fosse tão cobarde ao ponto de temer quem se quer aproximar de mim, hoje não me questionava desta maneira. Por isso fujo e levo comigo o medo das decisões por tomar, a inquietude de uma vida que o não é, o tempo que não pára.
Sinto-me um espantalho num campo deserto. Deserto de tudo. Pregado a uma cruz de onde o medo não me permite sair. Afugento os meus amigos por inerência da máscara que uso mas, de braços abertos, sinto que consigo amar alguém como já o fiz antes.
Esta é a máscara que uso. É nela que confio.
Durante este tempo, tenho organizado a minha vida como se de um puzzle se tratasse. Verifico cuidadosamente cada peça que coloco, para que mais tarde não a tenha de remover.
Agora, olho e vejo-me retratado nele. Sentado, sem máscara e mais forte do que nunca. Do meu lado esquerdo tem uma janela onde se pode ver que está a chover. Do outro lado, existe um buraco, onde faltam colocar quatro peças e nelas, deposito a esperança que esteja a imagem de quem me vai acompanhar o resto da vida.

No percurso da minha vida existem sempre estradas que divergem, eu escolho sempre a menos usada. Isso faz toda a diferença.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

... All Hallow's Eve

Em tempos, costumava festejar o Halloween, embora que, muito suavemente. Era um sentimento especial, quando chegava a noite das bruxas e me juntava com os meus amigos para jantar, com a casa repleta de bruxas, umas davam risadas outras mantinham-se estáticas. Havia também caveiras, abóboras, monstros e velas espalhadas por toda a casa mantendo assim uma ambiente de elevação espiritual. Claro que não podia faltar a música. Essa era escolhida a dedo para a ocasião.
Depois de jantar, escolhia-mos sempre um ou dois filmes mais assustadores para vermos pela noite dentro enquanto substituíamos as pipocas pelas castanhas assadas. E era assim! Pacifico.
Lembro-me também, já há muitos anos, nessa mesma noite, estar com uns amigos, quatro, perto de um pinhal e dentro do carro de um deles, a conversar sobre bruxas e os respectivos bruxedos. Estivemos ali até de madrugada. Eu pouco falava e parece que a cada história que contavam, os meus olhos pareciam já ver mais qualquer coisa lá fora, que simples pinheiros altos a dançarem ao vento. Quando todos já não conseguiam esconder o quanto estavam assustados com os mitos e lendas, resolvemos ir embora. A mim, tiveram que me levar a casa e esperar que eu acendesse a luz do meu quarto, sinal que estava tudo bem e, segundo vim a saber, eles dormiram todos na mesma casa.
Este ano vou fechar-me no meu quarto. Eu e todos os artefactos que a ocasião proporciona e que ao longo dos anos fui coleccionando, para que um dia, como este, possa proporcionar um Halloween como sempre sonhei.
Ainda não vai ser desta.
Feliz Halloween para todos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

... Devotion


Parabéns Filipe...