quinta-feira, 2 de julho de 2009

... SomeOne!

Por cada momento que passo na vida, acabo por aprender uma lição... Gostava apenas de assimilar estes sentimentos de outra forma, como se fossem únicos, especiais... e são! Dou por mim a pensar porque não tirei maior partido deles, porque afinal cada momento ilustra o que na realidade sou e o que quero ser... única!

Perco-me nos sonhos do passado... guardo-os num sítio chamado memória, desejando nunca os esquecer, mas mantê-los longe do pensamento...

Quero mostrar-te quem sou, como consegui chegar até ti... dizer-te que só te posso dar aquilo que sou, marcando a minha presença no teu mundo e esperar que a minha ausência te traga até mim!

Ainda que os teus passos pareçam inúteis, vai abrindo caminhos, como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão... (Saint-Exupéry)

sábado, 23 de maio de 2009

...To B! or not to B!

Se alguma fez fosse questionado sobre como é ir ao Céu e vir num curto espaço de tempo, provavelmente falaria de ti, tenho-te a dizer. (sorriso)
É incrível como conseguiste mexer com todos os meus sentimentos, de uma maneira muito peculiar, do nada Como é que em tão pouco tempo vi-te, conheci-te, gostei de ti, descobri coisas que, contra o que pensavam, fizeram com que me aproxima-se mais de ti, mais e mais. Mesmo! Não tens noção! (sorriso)
Nunca te consegui explicar o que sentia, o que me limitava. O que fazia com que tu corresses sempre mais à frente do que eu. No fundo, como se sente um anjo que nunca quis voar.
Tinha o corpo árido e ulcerado demais para poder acompanhar tudo aquilo me davas. Tudo em ti crescia. Eu, ficava pávido e sereno contando todas essas cicatrizes que me faziam lembrar de que o passado era (ainda) real.
Percorri o Céu e o Inferno. Fui demónio da minha própria cumplicidade. Enforquei anjos, trespassei criaturas e comigo caíram Damballa, Behemoth e Ahpuch.
Hoje*, levanto-me penosamente e louvo cada minuto que passei contigo. Agradeço a oportunidade que me deste de sentir o teu carinho, a tua amizade, o modo lascivo com que tu me olhavas e aquele teu sorriso… insolente.
Apareceste antes do tempo, …mas ainda bem que apareceste!

* talvez, o fim do tempo que precisava, para acreditar em mim e em todos!


sábado, 25 de abril de 2009

... Under a Veil

Não há nada que o tempo não altere.

À umas semanas atrás fiz um pequeno regresso ao passado-recente.

É impressionante como as “coisas” mudam, mesmo até aquilo que sentimos por elas.

Por vezes andamos anos e anos a lutar por elas. Choramos, rimos, debatemos, mentimos. Chegamos até a cometer erros que nunca mais nos esquecemos, ou porque fomos felizes através deles ou porque nos serviram de lição.

Um ano depois dos tempos áureos, quando tinha asas em vez de garras, quando tinha um sorriso em vez de uma lágrima e lutava por ela e não contra ela, voltamos a estar lado a lado. Ambiente calmo e sereno onde só se ouviam anjos e demónios apunhalarem-se e que de um modo subterfúgio escondem as derrotas de cada um.

E um vazio!

A sensação foi igual à de entrar numa casa, hoje vazia aos meus olhos, com paredes brancas, com os quadros caídos no chão, com as fotos que marcaram os melhores momentos vividos. Todos o mobiliário tinha desaparecido. Já não existia aquele “sofá” onde várias vezes encostava a cabeça no colo dela. A “mesa” na sala onde, enquanto jantávamos, fazíamos planos para o nosso futuro. Até o chão que muitas vezes substituiu a “cama” tinha o soalho degradado.

Ficou apenas a visita. O marco.

A neblina desapareceu e agora vejo que o caminho termina aqui. Restam umas quantas tábuas a pisar, só para sentir o cheiro da água. Se bem que águas passadas não movem moinhos, mas estas espelham o mar de felicidade com que me presenteaste estes anos.

Penso que ambos abrimos cicatrizes. Mesmo assim, saí de lá com um sorriso nos lábios, …ainda não sei porquê!