O certo, é que já me ouves há mais de quatro anos e não deve ser fácil. Tens sido o alvo preferido de todos os meus momentos de reflexão. Carregas com histórias que não ouso orar a ninguém, nem mesmo àqueles amigos que cumprimento todos os dias. Dias escuros que pairam sobre mim, perdas de alguém que outrora caminhou a meu lado, confissões de um tolo, desespero, raiva,... de um homem solitário que, por mais preenchido que esteja, que por mais gente que o rodeie, por mais que o amem, jamais o deixará de ser. Carregas em ti textos de um homem com medos dos sonhos, um homem com medo do degrau de cima e com saudades do degraus anteriores. Sim, é verdade. Embora seja aquele que diz que "está tudo bem" sou o mesmo que se deita na cama e adormece sem planos para acordar.
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